A Polícia Federal (PF) deu início, nesta segunda-feira (20), à operação nacional de segurança para os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O esquema, orçado em R$ 95 milhões, foi estruturado para atender até dez candidaturas simultaneamente em todo o país, com adesão facultativa a partir da homologação nas convenções partidárias.
Enquanto pré-candidatos como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) confirmaram a solicitação da escolta, o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que recusará a proteção, alegando desconfiança no diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e levantando, sem apresentar provas, o risco de “infiltração” em sua campanha.
Até 458 servidores poderão ser mobilizados, entre agentes de campo, chefes de equipe e analistas de inteligência e logística.
A proteção pode ser formalmente solicitada pelas campanhas assim que as candidaturas forem homologadas nas convenções partidárias. A adesão é facultativa.
Cada presidenciável terá um planejamento de segurança próprio, atualizado continuamente conforme a evolução do nível de risco e a dinâmica das agendas. O arsenal tecnológico inclui veículos blindados, kits antibombas, sistemas antidrone e monitoramento de ameaças virtuais.