O ex-deputado federal Julian Lemos, que coordenou a campanha de Jair Bolsonaro no Nordeste em 2018, estimou que o patrimônio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteja entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões. A declaração foi dada nesta segunda-feira (13) ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM. “Eu estou botando Flávio perto dos 600, 700 milhões de reais”, afirmou. Lemos também atribuiu a Eduardo Bolsonaro uma fortuna de ao menos R$ 150 milhões nos Estados Unidos, mas não apresentou documentos que comprovassem os valores.
A equipe do pré-candidato à Presidência informou que não comentará a declaração. Na última eleição disputada por Flávio, em 2018, ele declarou à Justiça Eleitoral R$ 1,742 milhão em bens. Se a estimativa de Lemos estivesse correta, o patrimônio atual corresponderia, em valores nominais, a algo entre 344 e 402 vezes o montante informado há oito anos.
Lemos também disse acreditar que o enriquecimento teria ocorrido durante o governo de Jair Bolsonaro. O ex-aliado avaliou ainda que Flávio pode abandonar a disputa presidencial e buscar a reeleição ao Senado para conservar o foro por prerrogativa de função. Nenhuma das duas afirmações foi acompanhada de elementos comprobatórios.
A dimensão atual dos bens do senador poderá ser conhecida quando houver o registro formal de sua candidatura. Caso concorra à Presidência, a declaração patrimonial será apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral; se disputar novamente o Senado pelo Rio de Janeiro, a documentação ficará sob responsabilidade do Tribunal Regional Eleitoral. O prazo para os pedidos de registro termina às 19h de 15 de agosto.
O patrimônio de Flávio já provocou questionamentos em outros momentos. Em 2021, ele e a mulher compraram uma mansão de R$ 5,97 milhões no Lago Sul, em Brasília, com R$ 3,1 milhões financiados pelo Banco de Brasília. Para obter o empréstimo, o senador declarou renda mensal de R$ 56,8 mil, mais da metade proveniente da franquia de chocolates da qual era sócio.