Paulo Figueiredo respondeu ao convite da senadora Damares Alves, chamando‑a de “militante feminista” e criticando sua atuação.
O youtuber alegou que não pode ir ao Brasil porque o “regime de Moraes” cancelou seu passaporte há três anos.
A troca de farpas intensifica o racha interno no bolsonarismo, que já enfrenta crise após vídeo de Michelle Bolsonaro acusando Flávio Bolsonaro de ataques misóginos.
Figueiredo questionou publicamente a contribuição de Damares à defesa da liberdade de Jair Bolsonaro, ampliando a disputa no alto escalão da direita.
Paulo Figueiredo respondeu ao desafio da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e aprofundou o racha no alto escalão do bolsonarismo, que vive a sua pior crise desde que Michelle Bolsonaro publicou um vídeo em que afirma ter sido alvo de ataques misóginos de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República.
Em tom de deboche, Paulo Figueiredo respondeu ao desafio proposto por Damares, que o convidou a vir ao Brasil para acompanhar seu trabalho e aprender. Irônico, Figueiredo disse que é vítima “do regime de Moraes” e insinuou que a senadora não tem trabalhado em prol da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Oi, Damares! Tudo bem? Obrigado pelo convite! Mas sabe o que é? Não consigo ir ao Brasil porque o Moraes cancelou o meu passaporte há 3 anos. Sabe por quê? Justamente porque, mesmo sem ter ou aspirar a ter mandato, tenho lutado com todas as forças contra o regime que colocou esse presidente Bolsonaro, que você mencionou, na prisão. Não sei se você viu, porque, apesar de dizer que é senadora, não vi muito a sua atuação nestes anos contra este regime. Pode ser desatenção minha, então fique à vontade para enumerar suas iniciativas nesta direção.”
Posteriormente, o youtuber escalou a provocação e afirmou que Damares se tornou uma “militante feminista”:
“Vi, por outro lado, bastante militância feminista e apoio a alguns projetos bastante esquisitos para nós, de direita. Ainda assim, não reputo que você seja uma má pessoa. Quero conhecê-la melhor e, por isso, o convite é oportuno e aceitarei assim que possível.”
Ao término de seu texto, Paulo Figueiredo questiona Damares: vai apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro ou vai continuar orando para se decidir?
“Talvez, se o Flávio Bolsonaro for eleito presidente (objeto da minha postagem que você contestou), eu possa aceitá-lo e desfrutar da mesma liberdade da qual você dispõe sem ser importunada. E aí, podemos contar com o seu apoio ao Flávio ou ainda está ‘orando’?”