PL, de Flávio Bolsonaro, e PP, União e Republicanos, do Centrão, foram responsáveis por 96% de cerca de R$ 1,6 bilhão em "emendas de liderança", artifício criado para driblar inconstitucionalidade imposta pelo STF ao Orçamento Secreto.
Por: Plínio Teodoro Publicado: 13/07/2026 - às 13h02 Atualizado: 13/07/2026 - às 13h32 | 4 min de leitura
Relatório da Transparência Brasil, divulgado nesta segunda-feira (13), revela que PP, de Ciro Nogueira, União Brasil, de Antônio Ruêda, e PL, de Valdemar da Costa Neto e Flávio Bolsonaro, são os reis das chamadas emendas de liderança, artifício criado pelo Centrão e por bolsonaristas para driblar a inconstitucionalidade do chamado Orçamente Secreto pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Criado durante o governo Jair Bolsonaro (PL), com Nogueira na Casa Civil e Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara, o chamada Orçamento Secreto colocou grande parte do orçamento da União para uso eleitoreiro e esquemas de corrupção de parlamentares e foi considerado inconstitucional em decisão do STF em dezembro de 2022.
“Pela decisão majoritária da Corte, esse tipo de prática orçamentária foi declarado incompatível com a ordem constitucional brasileira, e as emendas do relator-geral devem se destinar, exclusivamente, à correção de erros e omissões”, expressou a corte em nota à época.