O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro chegam à fase das convenções partidárias com dificuldades para fechar palanques estaduais em Minas Gerais, Ceará e Goiás. Os dois aparecem como principais pré-candidatos à Presidência e dependem dessas articulações para organizar alianças regionais, chapas ao Senado e composições nacionais.
Em Minas Gerais, Flávio aguarda uma definição do senador Cleitinho (Republicanos-MG) sobre a disputa ao governo estadual. O PL fechou apoio ao nome dele em maio, mas o senador ainda não confirmou se entrará na corrida pelo Executivo mineiro, em um estado tratado como estratégico por ser o segundo maior colégio eleitoral do país.
Cleitinho indicou que pode levar a decisão até o limite do calendário partidário. “Por que eu tenho que decidir agora, se o povo não quer saber nada de política agora?”, questionou no plenário do Senado. “Estou pensando em deixar esse povo mais doido ainda em Minas Gerais. Se o último dia da convenção for em 5 de agosto, 5 de agosto eu decido.”
No mesmo estado, o PT anunciou o deputado Patrus Ananias (PT-MG) como pré-candidato ao governo depois que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT-MG) e o senador Rodrigo Pacheco (PSB) recusaram a disputa. O partido avalia que enfrentará um cenário difícil em Minas, onde a extrema direita ganhou força eleitoral e Nikolas Ferreira (PL) se tornou o deputado mais votado da história.
No Ceará, Flávio enfrenta um impasse na montagem da chapa ao Senado. Em 10 de julho, ele lançou a pré-candidatura de Alcides Fernandes (PL-CE), pai do deputado federal André Fernandes (PL-CE), mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) defende que uma das vagas fique com Priscila Costa (PL).