Foi assim que Flávio Bolsonaro reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibi-lo de visitar o pai por 90 dias, após a divulgação da carta escrita por Jair Bolsonaro e lida pelo senador nas redes sociais.
A frase é boa para um vídeo de poucos minutos. Mas desmorona quando confrontada com os fatos.
É Bolsonaro quem passou os últimos anos demonstrando que, no Brasil, poucos investigados receberam tantas oportunidades quanto ele.
Comecemos pela comparação que o próprio senador propõe.
Lula cumpria pena em uma cela da Polícia Federal em Curitiba. Estava submetido à Lei de Execução Penal, ao controle da Justiça Federal e às decisões da juíza responsável pela execução da pena. Houve uma longa batalha judicial sobre entrevistas, visitas e comunicações. O ex-presidente escreveu cartas que foram divulgadas por aliados, é verdade. Mas nunca existiu uma decisão judicial proibindo expressamente que terceiros levassem suas mensagens às redes sociais.