O deputado Alfredo Gaspar, escolhido de vice de Flávio Bolsonaro, passou por um constrangimento, logo depois do anúncio do seu nome na chapa do filho ungido. Espalhou-se por jornais, sites e redes sociais que o político do PL de Alagoas é investigado pela Polícia Federal pela acusação de que estuprou uma criança de 13 anos.
Era uma informação incorreta. A Polícia Federal quer investigar o deputado do PL de Alagoas. Quer mas não consegue, desde 15 de abril, quando o pedido de abertura de inquérito foi encaminhado ao Supremo por causa do foro privilegiado.
O caso está com o ministro Gilmar Mendes, que solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República. A PGR pediu mais diligências à PF, e não se sabe mais nada. Mas nós sabemos que o filho de Lula, que eles chamam de Lulinha, já é investigado em três inquéritos abertos em tempo recorde por ser amigo de uma lobista. Não há prova de que pegou dinheiro de ninguém, de que corrompeu ou foi corrompido ou de que cometeu algum crime com violência contra vulnerável.
Mas é investigado em três inquéritos e pode ter a vida devassada por outros tantos. Os jornalões dizem saber tudo sobre a vida de Fábio Luís e da amiga dele, mas não sabem nada e nunca saíram atrás do caso em que o vice de Flávio é acusado de violentar uma criança.
A Folha mobilizou três repórteres – Laura Scofield, Luísa Martins e Augusto Tenório – para informar na edição dessa quinta-feira que não conseguiu nenhuma informação sobre a evolução da tentativa da PF de abrir o inquérito. Nada.