
Lideranças do PL passaram a cogitar o senador Izalci Lucas (PL-DF) como alternativa para a disputa ao Senado pelo Distrito Federal em 2026 caso Michelle Bolsonaro desista da candidatura. A ex-primeira-dama segue como pré-candidata da legenda, mas tem ameaçado recuar nos bastidores.
A possibilidade de lançar Izalci à reeleição ganhou força porque, na configuração atual, o partido prevê duas candidaturas ao Senado no DF: Michelle e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF). Com essa composição, a tentativa de novo mandato do senador está descartada.
Izalci aparece hoje como o nome natural do PL se a ex-primeira-dama deixar a corrida. Ele já ocupa uma cadeira no Senado pelo Distrito Federal e teria caminho interno mais imediato caso a legenda precise reorganizar a chapa.
Na eleição de 2022, Izalci concorreu ao governo do Distrito Federal e terminou em 6º lugar. Agora, o cenário discutido no PL envolve uma volta ao plano original de tentar mantê-lo no Senado, mas somente se Michelle sair da disputa.

Prazo das convenções pressiona definição da chapa
Os partidos precisam definir as chapas ao Senado até o início de agosto do ano eleitoral, quando se encerra o prazo das convenções partidárias. É nessa etapa que as legendas oficializam os candidatos que pretendem registrar para a disputa.
Depois das convenções, os nomes escolhidos seguem para registro no TSE. O calendário limita a margem de manobra do PL e torna mais urgente qualquer decisão sobre manutenção ou troca de pré-candidatos no Distrito Federal.
Apesar das conversas sobre um substituto, Michelle Bolsonaro continua tratada como pré-candidata ao Senado pelo PL. A ameaça de desistência ainda não resultou em uma saída formal da corrida nem em mudança oficial na chapa.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu a candidatura de Michelle e atuou para convencê-la a permanecer no PL, ao menos por enquanto. Damares considera a presença da ex-primeira-dama na disputa “importante para o Brasil”.