O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou por mais um ano a ordem executiva que permitiu impor uma tarifa de 50% a produtos brasileiros e voltou a acusar o Brasil de perseguir Jair Bolsonaro. A medida, assinada originalmente em 30 de julho de 2025, não produz efeito prático porque a Suprema Corte dos EUA derrubou o tarifaço.
A renovação da ordem ocorre enquanto pessoas próximas à família Bolsonaro mantêm conversas com integrantes do governo Trump para defender novas sanções contra brasileiros. Nas últimas semanas, aliados do grupo disseram que buscavam medidas direcionadas a indivíduos no país.
Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a Casa Branca afirmou que o Brasil adota práticas que “interferem na economia dos Estados Unidos, infringem os direitos de livre expressão de cidadãos norte-americanos, violam os direitos humanos e minam o interesse dos EUA em proteger seus cidadãos e empresas”.
O governo americano também acusou autoridades brasileiras de “perseguir politicamente um ex-presidente, sua família e seus apoiadores”, em referência a Bolsonaro. O texto chamou o Supremo Tribunal Federal de “promotor de censura” e citou prisões relacionadas à liberdade de expressão e remoções de conteúdo na internet.
Em 2025, integrantes do círculo próximo à família Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro comemoraram medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil. Entre elas estiveram o cancelamento de vistos de autoridades do governo Lula e a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.