A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu não responder publicamente à queixa de Damares Alves (Republicanos-DF) sobre ataques que passou a receber de setores da direita e de aliados do senador. A orientação interna é reduzir a tensão e evitar uma briga aberta com a parlamentar. Com informações de Bela Megale, no Globo.
Reservadamente, integrantes da campanha mantêm críticas à senadora. O argumento desses aliados é que Damares não trabalhou diretamente com o grupo, nem mesmo na elaboração do programa de governo de Flávio.
Aliados de Damares reconhecem que ela não participou pessoalmente das reuniões do plano de governo, mas afirmam que a senadora indicou pessoas de sua equipe para atuar nessa frente. A divergência passou a envolver a área de direitos humanos, tema associado à trajetória política da parlamentar.
O novo atrito começou depois que Damares disse ao Metrópoles que não colaboraria mais com o plano de governo de Flávio nessa área. “Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, afirmou.
Depois da repercussão, Damares procurou integrantes da campanha de Flávio para dizer que não havia rompido com o senador. A parlamentar também usou discurso no Senado, na segunda-feira (13), para afirmar que o filho de Jair Bolsonaro continua sendo seu candidato.