O IMPACTO DO VíDEO DE MICHELLE NA CANDIDATURA DE FLáVIO BOLSONARO, SEGUNDO A ATLAS
Levantamento mede percepção do eleitorado diante da briga interna entre Michelle e Flávio que assola o campo bolsonarista;
Por: Ivan Longo Publicado: 02/07/2026 - às 07h00Atualizado: 02/07/2026 - às 07h01 | 3 min de leitura
Michelle e Flávio Bolsonaro - Foto: Frame de vídeo das redes sociais/Reprodução
Pesquisa Atlas, feita entre 26 e 30 de junho, revelou que 78 % dos eleitores assistiram ao vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro sobre Flávio Bolsonaro.
Na amostra geral, 51 % apoiam a publicação, porém 65,6 % dos eleitores de Jair Bolsonaro discordam, mostrando divisão na base.
O levantamento aponta que 38,3 % consideram Flávio Bolsonaro mais apto à liderança da direita, contra 20,6 % que preferem Michelle.
Sobre a candidatura de Flávio, 37,8 % acreditam que o vídeo o enfraquece muito, enquanto apenas 7,1 % dizem que o fortalece muito.
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (2) mostra que o vídeo publicado por Michelle Bolsonaro nas redes sociais, no qual a ex-primeira-dama relata divergências políticas e pessoais com Flávio Bolsonaro e rompe publicamente com o senador, teve alta repercussão entre eleitores e aprofundou divisões internas no campo bolsonarista em meio à disputa por liderança da direita em 2026.
O levantamento foi realizado com base em entrevistas feitas entre 26 e 30 de junho e analisou desde o alcance do vídeo até seus efeitos na disputa entre Michelle e Flávio Bolsonaro dentro do eleitorado de Jair Bolsonaro.
Vídeo teve ampla audiência e alcançou maioria do eleitorado
Segundo a pesquisa, o conteúdo teve grande penetração:
78% afirmam ter assistido ao vídeo
22% não assistiram
O dado indica que o episódio rapidamente se tornou um tema central dentro do debate político nas redes e no campo conservador.
Avaliação do vídeo divide opinião pública e base bolsonarista
A decisão de Michelle Bolsonaro de publicar o vídeo gerou avaliações distintas:
No total da amostra:
51,0% concordam com a publicação
35,1% discordam
13,7% não sabem
Entre eleitores de Jair Bolsonaro:
65,6% discordam
26,5% concordam
7,8% não sabem
Imagem: Imagem reproduzida da fonte original: Revista Fórum
A diferença entre os dois recortes evidencia uma ruptura entre percepção geral e reação da base bolsonarista mais fiel.
Disputa entre Michelle e Flávio revela divisão sobre liderança da direita
Ao serem questionados sobre quem representa melhor a disputa interna no campo bolsonarista, os entrevistados apontam vantagem para Flávio Bolsonaro:
Resultado geral:
38,3% preferem Flávio Bolsonaro
20,6% preferem Michelle Bolsonaro
21,4% concordam com ambos em parte
19,6% não sabem
Imagem: Imagem reproduzida da fonte original: Revista Fórum
Entre eleitores de Bolsonaro:
43,2% preferem Flávio
17,3% preferem Michelle
33,6% dizem concordar com ambos
5,9% não sabem
Credibilidade das acusações expõe clivagem interna
A pesquisa também mediu a credibilidade das acusações feitas por Michelle contra Flávio Bolsonaro:
58,6% acreditam nas acusações
29,3% não acreditam
11,3% não sabem
Entre eleitores de Bolsonaro, o cenário se inverte:
54,6% não acreditam
29,9% acreditam
15,6% não sabem
Efeito político: vídeo fortalece ou enfraquece Flávio?
Quando questionados sobre o impacto da exposição do conflito entre Michelle e Flávio Bolsonaro na candidatura presidencial do senador, os entrevistados permanecem divididos, mas com predominância de avaliação negativa entre os que assistiram ao vídeo. Para 37,8%, a exposição enfraquece muito a candidatura de Flávio Bolsonaro, enquanto 26,3%afirmam que enfraquece um pouco. Por outro lado, 22,4% dizem que o episódio não afeta a candidatura.
Já entre os que percebem algum efeito positivo, 7,1% avaliam que a disputa fortalece muito Flávio Bolsonaro e 2,1%que fortalece um pouco. Outros 4,4% não souberam responder.
Imagem: Imagem reproduzida da fonte original: Revista Fórum
Os dados da AtlasIntel indicam que o vídeo de Michelle Bolsonaro não apenas teve alta audiência, como também aprofundou divisões internas no campo bolsonarista. A disputa por liderança da direita em 2026 aparece fragmentada, com Flávio Bolsonaro em vantagem numérica, mas com forte contestação dentro da própria base.
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