A defesa de Jair Bolsonaro negou que o ex-presidente tenha autorizado o vídeo produzido com inteligência artificial e exibido na convenção do PL que referendou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato ao Palácio do Planalto. Com essa posição, a campanha do senador passa a responder diretamente pelo uso do material.
O vídeo reproduziu uma imagem artificial de Bolsonaro afirmando estar “preso e calado por uma decisão arbitrária” e dizendo que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança”. A gravação também pediu que os apoiadores recebessem Flávio “de braços abertos” na disputa presidencial.
O PT acionou a Justiça Eleitoral sob a acusação de uso de deepfake, técnica que altera ou cria imagens e vídeos com auxílio de inteligência artificial. A legislação eleitoral proíbe esse tipo de conteúdo, e o ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, relata a ação.
A defesa de Flávio deve sustentar que o senador ainda está em período de pré-campanha e, por isso, não poderia sofrer punição pelo uso da tecnologia. Os advogados também já argumentaram que perfis ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicaram conteúdos com inteligência artificial nas redes sociais.
📹#vídeo 🗳️ Vídeo de “Bolsonaro” feito com IA é exibido em convenção do PL