Presidente do TSE foi sorteado para julgar representação da Federação Brasil da Esperança contra o PL e Flávio Bolsonaro pelo uso de deepfake do ex-presidente na convenção que lançou sua candidatura
Por: Marcelo Hailer Publicado: 27/07/2026 - às 21h04 Atualizado: 27/07/2026 - às 21h05 | 5 min de leitura
O ministro Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, foi sorteado nesta segunda-feira (27) relator da ação movida pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) contra o Partido Liberal e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A representação, protocolada no domingo (26), questiona um vídeo produzido com inteligência artificial que simula um pronunciamento de Jair Bolsonaro, exibido durante a convenção nacional do PL em 25 de maio, em São Paulo, quando a candidatura de Flávio à Presidência foi oficializada. A federação alega propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de IA, pedindo retirada imediata do material e multa de R$ 30 mil por publicação e por representado.
O sorteio de Nunes Marques foi de livre distribuição, mas sua chegada à relatoria de ações de propaganda eleitoral tem história recente. Até abril deste ano, todos os processos dessa natureza eram enviados automaticamente ao gabinete da ministra Estela Aranha. Dias após um pedido formal do Partido Liberal, Nunes Marques editou uma resolução que também o designava, a si mesmo e ao ministro André Mendonça, como magistrados aptos a analisar esse tipo de ação. Foi com base nessa resolução de 2024 que o caso do vídeo de IA caiu em seu gabinete.