O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, se designou, junto com o vice-presidente da Corte, André Mendonça, como juiz auxiliar das eleições de 2026 antes de receber processos eleitorais de grande repercussão política.
A medida foi formalizada por meio de uma portaria publicada em 22 de maio e fugiu do padrão tradicional adotado pelo TSE. Normalmente, a função foi exercida por ministros juristas que ocuparam vagas destinadas à advocacia ou por ministros substitutos.
Depois da designação, Nunes Marques recebeu processos relacionados ao Banco Master, ao vazamento de conversas entre o empresário Daniel Vorcaro e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), além de ações envolvendo o filme “Dark Horse”, que retratou a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O primeiro processo distribuído ao gabinete de Nunes Marques foi apresentado pelo PL contra o instituto AtlasIntel. O partido acusou a empresa de divulgar uma pesquisa eleitoral fraudulenta.
Segundo os advogados da legenda, um dos questionários utilizados pela AtlasIntel induziu os entrevistados a avaliar negativamente Flávio Bolsonaro ao reproduzir o áudio de uma conversa entre o senador e Vorcaro. A AtlasIntel negou a acusação e afirmou que os resultados da pesquisa não sofreram interferência.