O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Avante-MG) no WhatsApp, com 3,3 milhões de seguidores. A decisão atende a um pedido de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e impede novas publicações e a entrada de seguidores até a homologação do resultado do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A medida vai além da remoção de conteúdos considerados irregulares e interrompe uma das maiores estruturas de mobilização digital de apoiadores do presidente Lula.
A decisão estabelece prazo de três horas, após a notificação, para que a Meta suspenda o canal. Janones terá 48 horas para apresentar sua defesa, mas a ordem foi expedida antes de sua manifestação.
Nunes Marques justifica a medida afirmando que o canal foi utilizado para distribuir, de forma coordenada, conteúdos cuja falsidade já havia sido reconhecida pela Justiça Eleitoral. Entre os exemplos citados estão publicações sobre uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
O ministro também reproduz declarações de Janones orientando seguidores a compartilhar publicações e atuar de maneira coordenada nas redes sociais. Em uma delas, o deputado afirma: “Você vai ter que deixar o seu elitismo e sua arrogância intelectual de lado e se portar como robô. Só obedecer a ordem nas redes sociais”.
Embora reconheça que “a mobilização digital, portanto, é lícita e não constitui objeto desta decisão”, Nunes Marques considera que a estrutura foi utilizada para disseminar informações falsas e que a retirada individual das mensagens seria insuficiente.