Ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral defendem que o presidente do TSE, Nunes Marques, faça uma condenação mais dura aos ataques recentes contra as urnas eletrônicas e à missão de representantes dos Estados Unidos que viria ao Brasil para questionar o sistema eleitoral.
Segundo o g1, a reação nas duas Cortes ganhou força depois que o Itamaraty negou vistos a dois assessores do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Integrantes do Judiciário avaliaram como “graves” e “absurdas” as declarações do senador Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas.
A nota divulgada pela equipe de Nunes Marques desagradou ministros, que a consideraram tímida e fraca diante da avaliação de risco institucional. Para esses magistrados, a manifestação não refletiu a gravidade do momento nem respondeu à tentativa de colocar em dúvida a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Os dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA pediram uma audiência com Nunes Marques, mas o encontro não entrou na agenda por causa do recesso do Judiciário. Mesmo sem a reunião no TSE, eles mantiveram a viagem para encontros com lideranças políticas e religiosas.
O jornal estadunidense “The Washington Post” informou que os dois funcionários de alto nível do Departamento de Estado viriam ao Brasil para levantar dúvidas sobre a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral. A agenda, na avaliação de ministros, atingia diretamente a autoridade do TSE sobre as eleições brasileiras.