O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, mandou derrubar o canal de WhatsApp do deputado federal André Janones, chamado “Exército do Lula”, sem que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tivesse apresentado documentos que comprovassem a circulação das supostas fake news no espaço. Com informação da Folha.
A campanha de Flávio alegou, em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que o canal divulgava conteúdos já classificados como desinformação pelo TSE. As publicações tratariam de Nossa Senhora, de uma suposta ligação de Flávio com milícias, de lavagem de dinheiro na Kopenhagen e de cortes no INSS.
Os advogados do candidato, porém, não anexaram atas notariais nem registros digitais que mostrassem essas mensagens no canal de Janones. Diante da ausência de provas, o corregedor-geral eleitoral e relator do processo, Ricardo Cueva, pediu esclarecimentos e documentos à campanha.
Quarenta minutos após a solicitação de Cueva, a campanha encaminhou um pedido a Kassio e juntou novos documentos. Os anexos listavam vídeos publicados por Janones no Instagram, parte deles sobre temas que o TSE já havia proibido em decisões sobre propaganda eleitoral e que a Meta retirou da plataforma.
Os documentos entregues não mostravam que os vídeos tinham circulado no canal de WhatsApp. Mesmo assim, Kassio determinou a derrubada do canal, decisão que Cueva reverteu algumas horas depois. O “Exército do Lula” voltou a funcionar.