O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, adotou entendimentos diferentes ao analisar dois vídeos que associavam os protagonistas da disputa presidencial ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Nesta segunda-feira (3), o ministro negou um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, para retirar das redes sociais um vídeo no qual o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é “defensor do PCC e do Comando Vermelho”.
Semanas antes, diante de uma ação apresentada pelo PL, o mesmo Nunes Marques havia determinado a remoção de um vídeo que relacionava Flávio Bolsonaro à mesma facção criminosa.
Os materiais não são idênticos. O vídeo contra Flávio também atribuía ao senador crimes patrimoniais específicos. Ainda assim, as duas publicações têm um elemento central em comum: a vinculação direta de uma figura da disputa presidencial ao PCC.
Nos dois processos, os resultados favoreceram o candidato do PL.