Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender, na sabatina do Jornal Nacional nesta sexta-feira (16), que o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro, foi um patrocínio privado. Um documento enviado à Câmara dos Deputados pelo liquidante do Banco Master, porém, informa que não foram encontrados registros contábeis ou contratuais de financiamento da produção nos acervos examinados. Com informações de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
Na entrevista, o candidato tratou os repasses negociados com Daniel Vorcaro como uma operação sem relação com seu mandato. “Simples assim, uma relação privada”, afirmou. Flávio também disse que a produtora havia prestado contas e que o filme fora concluído com dinheiro do banqueiro e de outros investidores.
O liquidante Eduardo Bianchini apresentou uma resposta diferente sobre a documentação disponível no banco. Em ofício encaminhado ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), informou que as buscas não localizaram documentos que comprovassem financiamento, patrocínio ou aporte para o filme, diretamente pelas instituições em liquidação ou por terceiros, dentro dos limites do material consultado.
A resposta também abrange o Havengate Development Fund LP, envolvido nas transferências ao exterior. Segundo o documento citado pela coluna, não foram encontrados registros de operações das instituições representadas com o fundo que pudessem estar relacionadas à produção. A ausência desses documentos não esclarece, por si só, a origem dos recursos nem exclui pagamentos por outras estruturas.
📺 🗣️ Na sabatina do Jornal Nacional, Flávio Bolsonaro diz que o patrocínio de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, é totalmente “lícito” e cita o patrocínio do dono do Banco Master ao programa de Luciano Huck, na Globo. https://t.co/avdjQaDYIp