A convocação ao Senado dos EUA do médico Anthony Fauci, imunologista que travou duelos com Donald Trump sobre a Covid-19, assanhou a extrema direita brasileira a retomar o mesmo negacionismo praticado durante a pandemia.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) injetou ignorância no debate ao soltar um vídeo contra os imunizantes no mesmo dia em que o governo federal iniciava a campanha nacional de vacinação contra o sarampo.
Dos EUA, o filho 03 do ex-presidente, Eduardo, sugeriu que Lula e a esquerda pedissem perdão ao pai Jair – o político estaria certo ao recomendar o uso de cloroquina em vez de cuidar da compra de vacinas para a população.
Temente ao eterno retorno do debate sobre Covid, Flávio Bolsonaro cuidou de dizer que era maior e vacinado. O candidato do PL teme mais prejuízos eleitorais, mas seu comitê está rachado sobre o assunto.
O governo de Jair Bolsonaro teria sido apenas cômico e folclórico se as suas bizarrices não representassem consequências desastrosas, muitas vezes até mortais, na vida dos brasileiros. Durante a pandemia de Covid-19, o presidente disse que a doença não passava de uma “gripezinha”, desaconselhou o uso de máscaras, promoveu aglomerações e atrasou a compra de vacinas. Em nenhum outro lugar do planeta, o Coronavírus contou com um aliado político tão conveniente.