O Ministério Público Eleitoral tenta impedir que candidatos usem “Bolsonaro” como nome de urna sem terem o sobrenome no registro civil. Ao menos 17 pessoas já registraram candidaturas para as eleições de 2026 com essa identificação, prática que a legislação eleitoral veda quando pode causar dúvida sobre a identidade do concorrente.
Em Rondônia, a Procuradoria Regional Eleitoral pediu nesta terça-feira (11) a impugnação da candidatura de Bruno Scheid ao Senado. Ele se registrou como “Bruno Bolsonaro Scheid”, e o órgão apontou risco de desinformação e de indução do eleitorado ao erro.
Para o MPE, Scheid “construiu artificialmente o sobrenome Bolsonaro durante a pré-campanha” para obter vantagem eleitoral. A procuradoria afirmou que ele não tem parentesco com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro e classificou a conduta, em tese, como fraude à legislação eleitoral.
Em São Paulo, o MPE também pediu o indeferimento do nome de urna da deputada estadual Fabiana Barroso, que concorre como “Fabiana Bolsonaro”. O órgão sustentou que a escolha pode confundir eleitores, provocar migração de votos e desequilibrar a disputa.
Fabiana já tentou concorrer com esse nome em 2022, mas o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo rejeitou a identificação por unanimidade. Naquele pleito, ela disputou como “Fabiana B”; depois de eleita, passou a usar “Fabiana Bolsonaro” na Assembleia Legislativa.