A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (MPE) ingressou com pedido de impugnação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) para barrar o uso do nome de urna “Fabiana Bolsonaro” pela deputada estadual Fabiana de Lima Barroso Souza (PL) nas eleições de 2026.
A parlamentar adotou o sobrenome do ex-presidente condenado como estratégia eleitoral em 2022, sem ter qualquer parentesco com Jair Bolsonaro. Ela ganhou notoriedade nacional em junho ao realizar blackface durante discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
O MPE argumenta que o nome pode induzir eleitores ao erro e desequilibrar a disputa, com base na Lei das Eleições e em resolução do TSE.
A impugnação, assinada pelo procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt, aponta que a parlamentar não possui o sobrenome Bolsonaro em seu registro civil e que os documentos apresentados à Justiça Eleitoral não comprovam qualquer parentesco com Jair Bolsonaro.
Para o MPE, o problema não é apenas formal. A Procuradoria sustenta que o nome pode sugerir aos eleitores um vínculo familiar inexistente, provocando migração de votos e desequilíbrio na disputa.