O PL oficializou neste sábado (1º) a candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná, em convenção realizada em Curitiba. O ex-juiz aproveitou o lançamento para nacionalizar a disputa estadual, atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declarar apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, atolado em suspeitas.
Segundo o UOL, Moro afirmou que os acontecimentos em Brasília afetam diretamente os estados e apresentou a derrota de Lula como um dos objetivos de sua campanha. O senador classificou uma eventual reeleição do petista como uma “tragédia moral e econômica” e disse que trabalhará para eleger Flávio.
Questionado sobre as denúncias relacionadas ao Banco Master e se estava confortável em dividir o palanque com Flávio, Moro minimizou o tema e recordou sua reaproximação com a família Bolsonaro. Ele admitiu que ficaram “alguma divergência e algum ressentimento” após seu rompimento com Jair Bolsonaro, mas afirmou que o grupo agora está unido por um “projeto maior”.
Moro deixou o governo Bolsonaro em abril de 2020, acusando o então presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. A reaproximação ocorreu antes do segundo turno da eleição de 2022, quando o ex-juiz passou a acompanhar Jair Bolsonaro em debates e eventos de campanha.
Sergio Moro lembra, em convenção do PL, em Curitiba, das divergências com Jair Bolsonaro, mas que recebeu uma ligação, ainda em 2022, pedindo seu apoio para derrotar Lula.