Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou, nesta segunda-feira (13), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está proibido de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.
A decisão foi tomada depois que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou em suas próprias redes uma carta escrita pelo pai pedindo apoio à sua pré-candidatura à Presidência.
Como resposta imediata, Moraes suspendeu as visitas de Flávio ao pai por 90 dias e exigiu explicações da defesa de Bolsonaro, apontando que o episódio pode configurar novo desrespeito à cautelar em vigor.
O gatilho imediato foi a divulgação do texto, datado de 11 de julho de 2026, nas plataformas do senador. Ao salientar a proibição, Moraes deixou claro que o mecanismo de usar perfis de terceiros para fazer circular mensagens do ex-presidente condenado está expressamente vedado pela cautelar.
A decisão coloca em xeque qualquer estratégia de comunicação que tente contornar as restrições judiciais por meio de familiares ou aliados políticos.