O ministro Alexandre de Moraes assume interinamente nesta quinta-feira (16) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o recesso do Judiciário, em um período de tensão com o bolsonarismo e de investigações que atingem aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Rio de Janeiro.
Moraes ocupa temporariamente o posto por ser vice do presidente da Corte, Edson Fachin, que retoma o comando no início de agosto, com a volta dos trabalhos do Tribunal. A interinidade ocorre quatro anos depois de o ministro presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na corrida presidencial de 2022.
O novo capítulo da crise envolve a decisão que impede Flávio de visitar Jair Bolsonaro na prisão domiciliar até o intervalo entre o primeiro e o segundo turno. A restrição afeta articulações eleitorais do senador, incluindo alianças regionais do PL e a definição de sua companheira de chapa.
A medida respondeu à divulgação, por Flávio, de uma carta manuscrita de Jair Bolsonaro, que cumpre medidas cautelares na prisão domiciliar humanitária. No texto, o ex-presidente define o filho como seu único “porta-voz” na disputa interna com Michelle Bolsonaro.
Moraes avaliou que a publicação do manifesto pode ter descumprido as cautelares impostas a Jair Bolsonaro e pode configurar propaganda eleitoral antecipada. O veto às visitas ainda pode ser revertido pela Corte.