O partido Missão afirmou ter identificado o endereço de IP usado na filiação fraudulenta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à legenda e enviou os dados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. A sigla quer que a Justiça Eleitoral identifique a pessoa responsável pelo cadastro.
Os documentos chegaram ao TSE na noite de 13 de agosto. Uma consulta ao DNS Checker, serviço que rastreia endereços eletrônicos, aponta que o IP apresentado pelo partido corresponde a uma localização em Belo Horizonte.
O Missão lembrou que o formulário recebeu dados falsos, como o CPF “123.456.789-09” e o endereço “Rua Dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano”. O cadastro usou, porém, o e-mail oficial do mandato de Flávio Bolsonaro no Senado.
A legenda pediu que provedores informem a origem e a titularidade do IP, as contas vinculadas a ele no período e os registros de conexão que possam esclarecer o acesso ao sistema de filiação.
O Missão também questiona o funcionamento do FILIA, sistema da Justiça Eleitoral que processa filiações partidárias. A sigla cita a resolução nº 23.596/2019 do TSE e afirma que o sistema deveria barrar pedidos com erros nos dados cadastrais.