Ministros do Tribunal Superior Eleitoral avaliam que a área jurídica da campanha do senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, atua para desacreditar pesquisas eleitorais, em uma frente que se soma aos ataques dele às urnas eletrônicas com dados falsos.
Três magistrados da corte eleitoral relataram essa leitura à jornalista Bela Megale, do Globo. Para eles, os questionamentos apresentados por representantes de Flávio contra levantamentos eleitorais ganharam intensidade depois da crise envolvendo o presidenciável e o empresário Daniel Vorcaro.
O primeiro pedido que chamou a atenção dos ministros ocorreu em junho, quando a campanha tentou tirar do ar uma pesquisa da AtlasIntel. O levantamento colocava Flávio atrás de Lula na disputa.
A mesma pesquisa continha um áudio em que Flávio solicitava financiamento a Vorcaro para o filme “Dark Horse”. A inclusão do material no levantamento entrou no centro da contestação levada ao TSE.
O caso aberto em junho está parado na corte eleitoral por um pedido de vista da ministra Estela Aranha. Antes disso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia suspendido a pesquisa.