O ajuste fiscal promovido pelo presidente da Argentina Javier Milei tem provocado mudanças profundas na vida dos aposentados do país. Em dois anos, o número de pessoas que conseguiram ingressar na Previdência caiu 53%, enquanto alterações nas regras de reajuste limitaram a recuperação do poder de compra dos benefícios.
As consequências das medidas argentinas ganharam espaço no debate eleitoral brasileiro depois que a equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL) passou a citar o governo Milei como inspiração para um eventual mandato.
O candidato promete um amplo “tesouraço” nas despesas públicas, mas ainda não detalhou quais áreas seriam atingidas.
Uma das principais mudanças foi o encerramento da chamada moratória previdenciária, em março de 2025.
O mecanismo permitia que trabalhadores argentinos que já haviam atingido a idade mínima, mas não possuíam os 30 anos de contribuição exigidos, regularizassem períodos sem recolhimento para conseguir se aposentar.