O presidente da Argentina, Javier Milei, se tornou alvo de uma denúncia por malversação de fundos públicos e descumprimento dos deveres da função, após utilizar o avião oficial e recursos do Estado para participar da convenção em São Paulo que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil.
A ação, apresentada pelos advogados José Magioncalda e Juan Martín Fazio, sustenta que o deslocamento do mandatário para um ato político da oposição brasileira representa um desvio de dinheiro público de sua finalidade específica.
Segundo os denunciantes, o uso do avião presidencial e da comitiva oficial para apoiar uma candidatura partidária em outro país configuraria os crimes de malversação de fundos e descumprimento dos deveres de funcionário público.
“Os recursos estatais foram desviados para satisfazer os interesses de uma facção política, causando graves danos às relações diplomáticas bilaterais”, diz a denúncia.
Durante a convenção do Partido Liberal (PL), no último sábado (25/07), Milei chamou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, de “presidiário” e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “lixo careca” — o magistrado proibiu que o líder argentino visitasse Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar.