O bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos é um procedimento usado no tratamento de alguns tipos de dor de cabeça persistente, especialmente quando o quadro não melhora com medicamentos orais. A técnica pode ser indicada em casos de enxaqueca grave, cefaleia cervicogênica e cefaleia em salvas. Com informações do Globo.
O tratamento consiste na aplicação de anestésicos próximos aos nervos relacionados à transmissão da dor. Em algumas situações, os médicos também podem utilizar corticosteroides. A injeção não é feita no cérebro nem diretamente no crânio, mas em pontos próximos aos nervos, geralmente em regiões superficiais da cabeça.
Os nervos bloqueados com mais frequência são o occipital maior e o occipital menor, localizados na parte posterior da cabeça, logo abaixo da pele. Eles fazem parte de vias associadas a dores como as da enxaqueca. Ao interromper temporariamente esses sinais, o procedimento pode reduzir a intensidade da dor e oferecer alívio ao paciente.
A aplicação costuma ser feita por neurologista e, em geral, ocorre em ambiente ambulatorial. Dependendo do quadro clínico, porém, o médico pode recomendar a realização em hospital. O procedimento dura cerca de 30 minutos, seguido de ao menos 15 minutos de observação para monitorar possíveis reações imediatas.
Segundo o Instituto Neurológico de Cuiabá, os efeitos podem surgir logo após a aplicação, embora alguns pacientes só percebam melhora depois de dois ou três dias. A duração do alívio varia conforme o tipo de dor, a gravidade do quadro e a resposta individual ao tratamento.