Bolsonaro implorou para que Michelle encenasse a pacificação com Flávio para evitar a ruína da família. Com beijinho no ar, a ex-primeira-dama revelou em entrevista que o encontro foi uma questão eleitoral e não envolve outros enteados.
Por: Plínio Teodoro Publicado: 12/08/2026 - às 11h53 Atualizado: 12/08/2026 - às 11h54 | 4 min de leitura
O rosto fechado e o beijo no ar de Michelle Bolsonaro após a gravação do vídeo em que aparece orando ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) não passou de uma encenação, que só foi produzida após Jair Bolsonaro (PL) implorar para que a ex-primeira-dama fizesse uma aparição pública ao lado do filho no início da campanha presidencial.
Em seu apelo, o ex-presidente teria dito a Michelle que ela também seria atingida com o esfacelamento do bolsonarismo. Após partidos aliados do Centrão, como PP, União e Republicanos, se negarem a apoiar Flávio, Bolsonaro teme que uma eminente derrota do filho colocaria todo o clã em risco.
Michelle, por sua vez, busca assumir o protagonismo de um movimento próprio na ultradireita, com figuras oriundas do bolsonarismo, mas que foram execradas pelos enteados, como Nikolas Ferreira (PL-MG), Damares Alves (Republicanos) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), com quem ainda nutre o sonho de compor uma chapa presidencial.