A Meta, dona do Facebook, Instagram e Threads, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter cumprido integralmente as determinações da Justiça Eleitoral para esclarecer suspeitas de interferência na disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, na própria defesa, protocolada nesta segunda-feira (12), a gigante estadunidense admite que ainda não entregou as informações sobre eventuais restrições aplicadas aos perfis oficiais do presidente desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto.
A contradição aparece na manifestação apresentada pela empresa na representação movida pela coligação Brasil Pronto pra Mais, de Lula, que questiona possíveis restrições à distribuição de conteúdos de Lula nas plataformas da Meta e um eventual favorecimento algorítmico à candidatura de Flávio Bolsonaro.
No parágrafo 25 da contestação, a empresa afirma que está realizando uma consulta específica aos registros disponíveis em seus sistemas para identificar medidas de moderação, distribuição, recomendação ou integridade aplicadas aos perfis oficiais de Lula desde 16 de agosto.
A Meta informa que apresentará os dados em até 48 horas, contadas do protocolo da defesa, alegando a abrangência da determinação judicial e o período a ser analisado. Entretanto, mais adiante, no parágrafo 52, a empresa afirma categoricamente:
“Cumpridas integralmente as providências determinadas, o Facebook Brasil apresenta os fundamentos de fato e de direito […]”