O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continua demonstrando desespero diante da queda de popularidade e da crise em sua campanha ao Palácio do Planalto. Às vésperas das convenções partidárias, onde as candidaturas serão homologadas, Flávio ainda não tem um nome para ocupar a vaga de vice em sua chapa presidencial.
Para tentar diminuir a rejeição com o público feminino, o senador tem tentado buscar uma mulher como candidata. Contudo, a ex-ministra do governo de seu pai, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), declinou do convite nesta quarta-feira (22).
Além disso, Flávio voltou a atacar as urnas eletrônicas usando informações mentirosas durante reunião com diplomatas nesta terça-feira (21). Segundo ele, as urnas eletrônicas brasileiras seriam feitas por uma empresa envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já desmentiu essa informação e afirmou que a notícia falsa circula nas redes sociais desde as eleições de 2018.
Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o cientista político Paulo Roberto de Souza destaca que as declarações de Flávio com relação às urnas eletrônicas são mais uma prova de que o bolsonarismo e a extrema direita brasileira não têm qualquer comprometimento com a democracia e o respeito às instituições.
“Cada vez mais fica claro que, inclusive as nossas leis, tanto do sistema político-partidário e eleitoral, quanto as próprias leis criminais podem não dar conta dessa extrema direita”, afirma.