O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a propaganda da campanha de Lula (PT) que associava o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a milícias. A decisão, tomada na quinta (15), atende a um pedido apresentado por Flávio.
A ordem alcança uma peça que a campanha petista exibiu no horário eleitoral gratuito de televisão na segunda (13). Mendonça determinou que Lula poderá pagar multa de R$ 10 mil a cada nova exibição do material.
A propaganda reunia relatos de extorsão e violência atribuídos a milicianos com trechos de um pronunciamento de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em 2007. A peça dizia que ele “não tem nenhuma moral para combater o crime organizado no país porque ele faz parte do crime”.
Flávio Bolsonaro nega ligação com organizações criminosas. “Eu não defendo milícias, nunca defendi que haja um poder paralelo para extorquir trabalhador”, disse o candidato em entrevistas.
Na decisão, o ministro avaliou que a campanha ultrapassou os limites da crítica política ao atribuir ao candidato participação no crime organizado sem apresentar provas. Ele também apontou o uso irregular de personagens criados por inteligência artificial para simular depoimentos reais.