A investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse entrou em uma nova fase no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para apurar a origem, a movimentação e o destino dos recursos destinados à produção cinematográfica que tem Jair Bolsonaro como personagem central.
A decisão representa uma mudança importante no caso. Até então, o tema tramitava por meio de diferentes manifestações submetidas ao Supremo. Ao todo, foram três pedidos de investigação: um apresentado pela Polícia Federal, outro pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e um terceiro protocolado por um advogado de forma independente, também por meio de notícia-crime.
Apenas o pedido da Polícia Federal recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi autorizado por Mendonça para prosseguimento.
No caso das manifestações apresentadas por Lindbergh e pelo advogado, um dos argumentos para o arquivamento foi a falta de competência para provocar a abertura de inquérito diretamente no STF. Segundo a avaliação da PGR, notícias-crime desse tipo não devem ser protocoladas na Corte por parlamentares ou particulares, mas seguir os canais institucionais adequados para eventual apuração.
Com a autorização do inquérito, a Polícia Federal passa a conduzir uma investigação formal, com poderes para realizar diligências, requisitar documentos, ouvir testemunhas e aprofundar a análise sobre o fluxo financeiro relacionado ao filme.