
A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL), é a primeira suplente na chapa ao Senado de Márcio Canella, alvo da 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (07).
Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato pelo União Brasil, é investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões por meio de uma rede de postos de combustíveis. O ex-secretário Marcus Amim também entrou na lista de alvos da investigação.
O ex-prefeito renunciou ao comando de Belford Roxo em abril de 2026 para disputar uma vaga no Legislativo Federal. A candidatura passou a contar com apoio direto do grupo político de Flávio Bolsonaro.
A indicação de Rogéria para a suplência foi acertada em fevereiro de 2026, em uma reunião conduzida por Flávio, principal apoiador da campanha de Canella. O jornal O Globo noticiou a articulação na época.

Na sexta-feira (03), Canella esteve ao lado de Flávio no 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, onde apareceu como candidato ao Senado apoiado pelo entorno político do senador.
Integrantes ligados à campanha dele, apontado como presidenciável, manifestaram preocupação com a repercussão negativa da operação da PF sobre a imagem do senador e de seus aliados.
A investigação mira a suposta conivência de agentes públicos em movimentações financeiras bilionárias ilícitas. A apuração sobre a rede de postos de combustíveis deu base à nova fase da Operação Unha e Carne.
Rogéria Bolsonaro também é mãe de Carlos e Eduardo Bolsonaro, exerceu dois mandatos como vereadora no Rio entre 1993 e 2000 e está filiada ao PL desde 2022. A aproximação de Canella com o grupo bolsonarista se consolidou depois do rompimento com Waguinho, atual prefeito de Belford Roxo, nas eleições de 2022.