O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalou ministros e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para reagir ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. O principal recado foi dado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que acusou a oposição de usar a ofensiva comercial como “muleta eleitoral”, sem considerar os interesses do Brasil.
A reação divulgada por Lula atinge a estratégia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que transformou as tarifas contra o Brasil em parte de sua movimentação política junto ao governo de Donald Trump. Em uma sequência de vídeos, o governo Lula defendeu a soberania nacional, prometeu apoio aos setores atingidos e garantiu que o Pix continuará público, gratuito e instantâneo.
Durigan afirmou que a política econômica brasileira deve ser formulada para atender à população do país, e não às prioridades de autoridades estrangeiras. Segundo o ministro, as medidas econômicas precisam reduzir desigualdades, melhorar o bem-estar das famílias e combater privilégios e injustiças.
“A política econômica de um país é feita para os seus cidadãos, não para atender o secretário de Estado de outro país, sinalizando com um programa de governo de transição para atender às suas prioridades estrangeiras.”
O ministro classificou como falsas as motivações apresentadas para o tarifaço e disse que a medida atinge o “senso mais básico” de patriotismo. Durigan também acusou setores da oposição brasileira de explorar a pressão dos Estados Unidos para obter ganhos políticos.