Nova taxação de Trump, que ganhou alcunha de Tariflávio, expõe anseio dos EUA em eleger um submisso Flávio Bolsonaro para afastar ameaça representada por Lula e o Pix ao establishment financista que drena dinheiro aos EUA com taxas escorchantes dos cartões de crédito.
No documento de 138 páginas em que enumera razões supostamente técnicas para impor uma tarifa adicional de 25% aos produtos brasileiros, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), subordinado diretamente ao gabinete de Donald Trump, fala em “criar poder de pressão”, usando um termo — “leverage” — que, na linguagem diplomática, é entendido como um mecanismo para interferir em decisões futuras do país sancionado.
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O documento, no entanto, não encontra lastro técnico para a ação desencadeada contra o Brasil, visto que os EUA acumularam, nos últimos 15 anos, US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços na balança comercial, e escancara a primeira interferência direta de Donald Trump para influenciar as eleições presidenciais de outubro.
Ex-ministro em cinco pastas nos governos Lula e Dilma Rousseff e deputado federal por quatro mandatos, Ricardo Berzoini afirma que “o tarifaço é uma decisão política que tem como base afrontar Lula e o Brasil”.