No trecho final do debate presidencial do segundo turno, promovido pela Band neste domingo (18), Lula cobrou de Flávio Bolsonaro que ambos autorizem a abertura de seus sigilos bancário e telefônico. O presidente afirmou que pretende insistir na proposta até o próximo confronto entre os candidatos.
“Resolvi fazer um desafio ao meu adversário, porque não é possível que você fique fazendo debate falando de corrupção e você não tome uma atitude”, disse Lula à imprensa.
Na sequência, o petista defendeu que os dois candidatos tornem públicas as informações financeiras e telefônicas para esclarecer acusações feitas durante a campanha.
“Eu tomei a atitude de desafiar ele a abrir o sigilo do telefone, o sigilo bancário, para saber quem é corrupto nesse país. Todo mundo acusa todo mundo e não apura nada. Então, vamos apurar. Eu me disponho e vou ficar fazendo o desafio para ele até o próximo debate, para que a gente faça a abertura do nosso sigilo bancário e telefônico, para se apurar quem é que faz corrupção nesse país, quem é que enriqueceu ilicitamente nesse país. Porque não é possível ficar nessa acusação barata de um com o outro”, prosseguiu.
Flávio reagiu à proposta com ironia, afirmando que a sugestão lhe pareceu “engraçada”, sob a justificativa de que Lula “não tem celular”. O senador também declarou ter ficado satisfeito com sua participação no debate, dizendo que conseguiu apresentar propostas e responder ao que classificou como mentiras do adversário.