Com o encerramento das convenções partidárias, o cenário para as eleições de 2026 mostra uma estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em tentar consolidar uma frente ampla para enfrentar o bolsonarismo nos maiores colégios eleitorais do país.
Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenta romper o domínio petista no Nordeste, Lula foca energia em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que concentram o maior volume de votos e são decisivos para a vitória.
Atualmente, o presidente já definiu palanques em 26 unidades da Federação, superando os 16 articulados por Flávio. O foco central do petista é o Sudeste, onde o desafio é crescer em áreas tradicionalmente mais conservadoras.
Para isso, Lula aposta na união de forças progressistas e de centro, aproveitando a neutralidade de legendas como Republicanos, Podemos e a federação União Brasil-PP para ganhar terreno em Minas e no Rio.
Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, a chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT) encarna a mensagem de união nacional que elegeu Lula em 2022. O palanque conta com o reforço de peso de quatro ex-ministros, incluindo Márcio França (PSB) como vice, além de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) na disputa pelo Senado.