A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que as manifestações realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro deram fôlego à candidatura do petista à reeleição em 2026. A leitura interna é que os atos ajudaram Lula a ganhar terreno na disputa pelo segundo turno.
Com essa avaliação, Lula decidiu colocar a ocupação das ruas no centro da estratégia eleitoral até a etapa final da campanha. Aliados já organizam novos atos para os próximos dias.
Em reunião interna, o presidente comparou o cenário da campanha a uma partida de futebol. Lula disse a interlocutores que “a torcida entrou em campo para ajudar o time que estava perdendo”.
Aliados do petista citam levantamentos internos para sustentar a percepção de recuperação após os atos. Os números não foram divulgados pela campanha.
As mesmas pesquisas usadas por aliados de Lula ainda mostram o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente. A vantagem, porém, convive com a avaliação de que o presidente reduziu distância na disputa.