A campanha do presidente Lula (PT) protocolou nesta quarta (14) uma nova petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando a Meta, dona do Facebook e do Instagram, de interferir na disputa presidencial em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL). A coligação afirma que a inteligência artificial (IA) da empresa recusa pedidos para produzir material de campanha do petista, mas atende solicitações semelhantes sobre o adversário.
Na peça apresentada ao tribunal, os advogados da campanha, Gean Ferreira e Evelyn Santos, alegam que a ferramenta adota um tratamento desigual. “Sim, o algoritmo da Meta é enviesado, pratica seletividade algorítmica e permite que Flávio Bolsonaro e seus apoiadores produzam, em massa, conteúdos eleitorais ilícitos e de fácil replicação”, diz a petição.
A representação leva ao TSE registros do comportamento diferente da inteligência artificial diante de comandos ligados aos dois candidatos. Lula, que busca a reeleição, disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
A Meta contestou uma acusação anterior da campanha na segunda (12). A empresa afirmou ao tribunal que não há evidências técnicas que sustentem a denúncia e declarou que “a integridade do processo eleitoral é prioridade”.
Questionada sobre a divergência apontada pela coligação de Lula, a assessoria da Meta disse que as regras eleitorais brasileiras levaram a empresa a proibir temporariamente “a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles”.