O responsável pela liquidação do Banco Master informou que não encontrou documentos que comprovem financiamento ou patrocínio do banco ao filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro para a qual Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou recursos com o banqueiro Daniel Vorcaro. A informação consta de uma resposta oficial enviada ao deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), datada de 13 de outubro. O documento não esclarece a origem dos recursos destinados ao longa, que recebeu milhões de dólares por meio de operações financeiras envolvendo empresas intermediárias.
A resposta foi assinada por Eduardo Felix Bianchini, responsável técnico da empresa encarregada da liquidação das instituições do conglomerado Master. O documento atende a um requerimento apresentado por Lindbergh em 10 de outubro, solicitando informações sobre eventuais operações financeiras, diretas ou indiretas, relacionadas ao financiamento da produção, também chamada de O Capitão do Povo.
“Após consulta aos acervos das instituições representadas, não foram encontrados documentos, registros contábeis ou contratuais que evidenciem a realização de operações destinadas ao financiamento, patrocínio ou aporte de recursos para a produção cinematográfica mencionada.”
O documento acrescenta que não foram identificados registros dessas operações, diretamente pelas instituições do grupo ou por intermédio de terceiros, dentro dos limites das informações examinadas.
A declaração não descarta a possibilidade de Vorcaro ter financiado a produção com recursos particulares ou por meio de outras empresas. No entanto, não oferece respaldo documental, nos acervos consultados, à hipótese de um patrocínio realizado pelas instituições do Banco Master.