
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta quinta-feira (9) que a nova fase da Operação Compliance Zero aproxima a investigação da Polícia Federal do circuito formado por Daniel Vorcaro, o filme “Dark Horse” e integrantes da família Bolsonaro.
Em publicação no X, o parlamentar disse que a PF apura ataques ao Banco Central, intimidação de jornalistas, monitoramento ilegal e tentativa de interferência em investigações. Lindbergh também cobrou explicações de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro sobre recursos ligados a Vorcaro e ao filme:
BANDITISMO DE COLARINHO BRANCO: A PF CHEGA AO CIRCUITO VORCARO, DARK HORSE E BOLSONAROS.
A nova fase da Operação Compliance Zero escancara a gravidade da engrenagem montada em torno de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal apura ataques coordenados contra a credibilidade do Banco Central, intimidação de jornalistas, monitoramento ilegal de pessoas ligadas a autoridades públicas, obtenção indevida de dados sigilosos e tentativa de interferir em investigações criminais. O principal alvo é Thiago Miranda, apontado como intermediário da negociação que levou Vorcaro a investir R$ 62 milhões no filme Dark Horse, peça de propaganda política da família Bolsonaro.
O núcleo estratégico do chamado “Projeto DV” também precisa ser inteiramente investigado. A própria apresentação do projeto coloca Thiago Miranda, Anderson Nunes e Marcello Lopes, o Marcelão, como integrantes da “equipe de estrategistas”. Marcello, escolhido para coordenar a comunicação da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, aparece ao lado de Miranda no plano de ataques ao Banco Central e recebeu R$ 650 mil por Pix no período em que o projeto estava em elaboração.
É esse mesmo Thiago Miranda que aparece como operador das tratativas envolvendo Vorcaro, Flávio, Eduardo e o Dark Horse. Flávio Bolsonaro segue sem explicar, há quase quatro meses, os R$ 61 milhões ligados ao banqueiro investigado. Eduardo também precisa explicar seu papel na orientação e no destino desses recursos. A cada nova revelação, fica mais evidente uma rede de dinheiro, intimidação e poder a serviço da extrema direita: quem recebeu, quem operou, quem negociou e quem se beneficiou dessa máquina bolsonarista.