
O deputado federal Lindbergh Farias (PT/RJ), vice-líder do governo, apresentou petição de fatos novos ao Supremo Tribunal Federal na PET 16.292, após reportagem revelar que a Entre Investimentos, apontada como uma das financiadoras do projeto Dark Horse,teria transferido R$ 26,2 milhões à ACX ITC, empresa citada em relatório da Polícia Civil de São Paulo como parte de uma estrutura de movimentação de valores com indícios de lavagem de capitais vinculada ao PCC.
A peça sustenta que o caso ganhou nova gravidade porque a própria Operação Saturno, conduzida pelo Denarc de São Paulo, foi remetida à Polícia Federal em razão da conexão com o Banco Master, Daniel Vorcaro e outras investigações federais.
Para Lindbergh, os fatos indicam uma cadeia financeira que precisa ser examinada de forma integrada, envolvendo a Entre Investimentos, o Banco Master, o projeto Dark Horse, o PCC e possíveis beneficiários políticos da família Bolsonaro.

Na petição, Lindbergh pede que a PGR seja ouvida com urgência, que a PF, o COAF, a Receita Federal e o Banco Central compartilhem informações sobre os fluxos financeiros, e que o STF avalie sua competência diante da possível participação ou benefício de parlamentares federais.
A peça também requer cooperação penal internacional com autoridades dos Estados Unidos, inclusive FBI e Departamento de Justiça, para apurar a circulação de recursos no exterior e a atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro, que se encontram no momento nos EUA.