A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), rebateu nesta quinta-feira (16) as declarações do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que voltou a responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. Em nota, a parlamentar afirmou que o senador “agrega à sua falácia política um agressivo e desrespeitoso preconceito etário contra o presidente Lula”.
“Ressalto, ainda, que o filho de Bolsonaro agrega à sua falácia política um agressivo e desrespeitoso preconceito etário contra o presidente Lula. Liderança, carisma, capacidade de articulação, visão estratégica e compromisso com o povo são atributos construídos ao longo de uma trajetória política. É isso que marca a história do presidente Lula: 80 anos dedicados à vida pública e à defesa do povo brasileiro”, afirmou Teresa Leitão.
Flávio publicou críticas nas redes sociais após a confirmação do tarifaço pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Ao comentar a medida, o senador comparou Lula ao ex-presidente dos EUA Joe Biden e afirmou que o petista seria um presidente “ranzinza, inconsequente” e “um perigo para a nossa nação”.
Na resposta, Teresa Leitão afirmou que o governo brasileiro percorreu “todo o caminho necessário” para evitar a medida por meio do diálogo, da negociação e da diplomacia. Segundo a senadora, diante da ausência de justificativa técnica, fica evidente que a sobretaxa foi motivada por razões políticas e “incentivada pela atuação sistemática e pública de Flávio Bolsonaro”, a quem acusou de trabalhar contra os interesses do próprio país.
“Quando não há justificativa técnica para uma decisão dessa natureza, resta evidente que ela é movida por razões políticas. Neste caso, é notório que a medida foi incentivada pela atuação sistemática e pública de Flávio Bolsonaro, que trabalha contra os interesses do próprio país, em uma tentativa de dispersar a atenção sobre suas condutas ilícitas, amplamente divulgadas pela imprensa brasileira”, diz a nota.