Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques sinalizou que deve ampliar a blindagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) se antecipando às ações que estão sendo protocoladas na corte apontando o uso ilegal de um deep fake, com vídeo criado por inteligência artificial de Jair Bolsonaro para discursar na convenção do PL que selou a candidatura do filho “01”.
Jair Bolsonaro está proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de usar as redes sociais. Mas, a campanha de Flávio Bolsonaro burlou a decisão de Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado no ato no ocorrido no sábado (25).
Em declaração a Carolina Brígido, do Estadão, Nunes Marques opinou fora dos autos e disse que o uso de IA nas eleições é lícito, sendo vedado apenas em casos de ofensas.
“Usar IA para fazer campanha é lícito, o que não pode é usar para prejudicar alguém”, disse Nunes Marques ao site neste domingo (26), quando já haviam sido protocoladas ações na corte contestando a deep fake de Bolsonaro.
O vídeo exibido no evento recriou digitalmente a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na gravação, gerada por inteligência artificial, Bolsonaro aparece afirmando que considera sua prisão injusta e pede apoio ao filho, encerrando a mensagem com a frase: “O Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro presidente”. Embora a peça informasse ao público que se tratava de uma simulação produzida por IA, o conteúdo foi exibido como parte da convenção.