Juliana Dal Piva virou alvo de uma ofensiva misógina de Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e perfis bolsonaristas depois de revelar a fotografia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. Em vez de responderem apenas ao conteúdo da apuração, os aliados do senador recorreram a insultos sexualizados e tentativas de desqualificar a trajetória profissional da jornalista.
Eduardo e Figueiredo chamaram Dal Piva de “Juliana das Picas”, expressão que passou a ser repetida por apoiadores nas redes sociais. As publicações também estimularam acusações de fraude, militância e fabricação de provas contra a repórter, embora a reportagem tenha apresentado os procedimentos usados para verificar a fotografia.
Dal Piva reagiu aos ataques durante participação no ICL Notícias. A jornalista reafirmou a apuração, explicou a origem do material e detalhou as análises feitas para identificar eventuais sinais de inteligência artificial ou montagem.
Eduardo Bolsonaro publicou uma montagem em que Luiz Phillipi Mourão foi substituído pelo cantor Elvis Presley. Na legenda, acusou o ICL de divulgar a reportagem “sem nem verificar” e usou o apelido misógino contra Dal Piva.
“Soltam uma matéria dessas sem nem verificar. Qual o compromisso com a verdade de uma Juliana das Picas, ICL, PCCept?”