Um placar de 55% a 45% apareceu na programação da Jovem Pan a menos de duas semanas do segundo turno da eleição presidencial. Os números colocavam Flávio Bolsonaro (PL) dez pontos percentuais à frente do presidente Lula (PT) nos votos válidos.
O que o público não recebeu junto com o resultado foram informações essenciais para entender como aquela vantagem havia sido calculada.
A emissora não apresentou quantos eleitores foram entrevistados, quais localidades participaram do levantamento, nem detalhes sobre a metodologia utilizada. Também não foi informado o número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O episódio levou a campanha de Lula a acionar a Justiça Eleitoral contra a Jovem Pan. A representação acusa a emissora de divulgar uma pesquisa eleitoral sem cumprir as exigências previstas na legislação.
A Jovem Pan informou que não se manifestaria sobre a acusação.