O ministro licenciado Sidônio Palmeira, coordenador da comunicação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, cobrou Flávio Bolsonaro (PL) por gestos e caretas enquanto o adversário falava no debate da Band. A reclamação ocorreu no primeiro intervalo do encontro, o primeiro confronto direto entre os candidatos.
Segundo o Globo, Sidônio e outros aliados de Lula foram até Flávio e se queixaram em voz alta de que o candidato do PL aparecia ao fundo durante o primeiro bloco, reagindo às falas do petista. As regras do debate não proibiam a movimentação no estúdio, e Flávio não mudou de postura após a abordagem.
Outra provocação partiu do senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), que ocupou a primeira fila com uma camiseta estampada com a frase “eu prendi o Lula”. A peça reproduzia o PowerPoint da Lava Jato que associava o nome do petista a diversas setas.
Dallagnol acompanhou o debate ao lado do governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), ex-juiz da Lava Jato. Os dois integraram o grupo de aliados de Flávio que compareceu à emissora para assistir ao confronto. A dupla agiu em conluio ilegal para criar provas falsas contra o Lula e levar o petista à prisão.
Flávio e Lula chegaram depois dos horários previstos e não deram as entrevistas coletivas programadas antes do debate. A Band precisou ajustar sua programação por causa dos atrasos dos dois candidatos.